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terça-feira, 23 de julho de 2019
segunda-feira, 22 de julho de 2019
ESTÓRIAS DA AMAZÔNIA
CONTOS DA NECA MACHADO, NO MUNDO
“CONTOS QUE ENCANTAM...”
CONTO: OS MORADORES DA PEDRA DO GUINDASTE
By - (Neca Machado)
BIOGRAFIA
Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada em 2016 na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs, classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 24 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017,2018 e 2019. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra, “A vida em Poesia 3” lançada em Lisboa em 14.09.2018, coautora na obra “ Tributo ao Sertão, lançamento em Zurique- Suiça-2018, coautora na obra “Além, da Terra, além, do Céu” lançamento em São Paulo em 06.10.2018- Editora Chiado-Pt, Co autora na obra internacional“As Cartas que não escrevi” lançamento em Genebra em 01.05.2019-Editora Helvetia. Co autora na obra lusófona “POEM’ART” lançamento em Portugal-Porto, 18.05.2019, co autora na obra lusa LIBERDADE, lançamento em São Paulo em 23.06.2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)
CONTO: OS MORADORES DA PEDRA DO GUINDASTE
Imponente sobre a Pedra do Guindaste que desabrocha no leito do Rio Amazonas em frente a cidade de Macapá no estado do Amapá, a bela imagem de São José, esculpida pelo português Antônio Pereira da Costa, é a mais presente testemunha de que há um mundo invisível ao seu redor.
A Pioneira já próximo de seu centenário querendo como que abrir sua caixa de memorias, resolveu encantar seus ouvintes privilegiados com suas estórias sabiamente eternizadas por décadas em um livro escrito com pensamentos. Começou dizendo que o Santo angustiado com a cidade, não queria olha-la de frente, ficou décadas de costa para Macapá, depois de muitas estórias, segundo ela, ele foi virado e está de lado para contemplar a saudade do belo Igarapé das Mulheres, nem de frente, nem de costa, de lado, repetia ela com seu sorriso enigmático.
E continuou!
Só ele, apontava para São José, só ele; conhece os verdadeiros segredos daPedra do Guindaste.
Ele sabe que a criança jogada ao Rio pela Mãe em um momento de depressão pós-parto, e que nunca foi encontrada pelas autoridades, vaga em noite de lua, brinca de peteca ao lado da pedra, empina papagaio ao amanhecer, mas, gosta também de encantar os Botos com sua canção infantil, talvez, segundo ela um dia vire Boto de verdade. Mas, muitos pescadores já o espantaram da proa de suas canoas, ele sempre gosta de aparecer sem ser convidado, quando um pescador faz um fogo para muquiar um peixe, parece que ele vem também querer um pedaço.
E continuou: A Mulher da Lua, você lembra da Mulher da Lua? E o ouvinte sacudiu a cabeça que não. A Mulher da Lua só aparece em noite de Lua cheia, surge como por encanto saída das nuvens e desagua na Pedra do Guindaste, diz ela que já encantou muito pescador, vem vestida de prata como escamas de Pirarucu, tem um batom na boca tão forte que parece a cor do urucum, encanta, repetia ela, já deixou até homens loucos que foram parar no hospital de psiquiatria, lembra? E questionou, fite a Lua em noite de Lua cheia que o rosto dela está lá, se você tiver sorte, ela vai sorrir para você, mas se tiver de azar ela vai te assustar, cuidado, é um aviso, repetiu.
E o ouvinte sacudia a cabeça que não.
E continuou:
Lembra do Homem sem pernas?
E a cabeça do ouvinte de novo balançava fazendo um sinal de não.
Me lembro, falou ela entre um suspiro profundo, que parece que, quando foi achado numa manhã de segunda feira, por carregadores de açaí, os peixes já tinham comido suas pernas, só veio o toco, disse ela, ainda tinha um pedaço de osso de fora. Cruz credo, se benzeu.
Minha comadre lembra que quando foi colocado próximo do trapiche, parece que um grito saiu de sua garganta, mas ele também vive na Pedra do Guindaste,afirmou. Só São José sabe de suas traquinagens, e ele não gosta de velas não, dizem que um dia fizeram um despacho na pedra, e de manhã ele parece que não gostou apareceu para os que ficaram, corria atrás dos que não conseguiram disparar na carreira, e deixou muito caboco de cabelo em pé, ao vê-lo correr sobre a lama de madrugada sem pernas, dando cambalhotas no ar, Cuidado, sentenciou, cuidado.
Tu lembras do Índio? E ele (ouvinte) de novo com a cabeça em sinal de não.
Dizem que ele veio do meio da floresta, e sem conhecer ninguém por aqui, resolveu fazer amizade com uns cachaceiros e depois de muita bebedeira correu para o Rio Amazonas, se afogou e morreu, mas, volta, ele volta sim: disse com convicção, dizem que gosta de dançar ao redor da Pedra do Guindaste, gosta muito de chuva, e quando tem um vendaval ele aparece no meio da tempestade.
E da Mulher da Vida? Sim, ela dava vida aos pobres que a procuravam, fazia os felizes em suas fantasias, lembro que depois de uma noite de prazer, próximo do canal onde tinha uns puteiros, lembra? E o ouvinte já cansado de tanto balançar a cabeça e talvez até com medo, repetia que não. Voltando: depois da noite de farra o cliente não quis pagar, e ela tinha uma Gilette, lembra? Com muita coragem, cortou a cara dele, mas, ele, muito brabo, deu tanto nela que ela foi encontrada morta sem roupa na beira do rio, seus olhos pareciam um buraco sem fim, seus cabelos negros, lindos lembra ela, faziam parte da maré, num vai e vem, quando seu corpo ficou à espera da polícia, dizem que ela anda por aí, gosta de rodear aPedra do Guindaste.
E dos Bois? Lembra?
E de novo sua cabeça dizia que não.
Olha vou te recordar, lá para as bandas do Elesbão tinha o matadouro, lembra?
Mataram tanto boi, que parece que alguns deles tinham vida.
Tem dias que eles voltam e ficam pastando na lama ao lado da Pedra do Guindaste, cuidado, cuidado.
(A bela Pedra do Guindaste, secular no leito do Rio Amazonas, imponente, como fonte cultural da mitologia da Amazônia, tem milhares de mitos e lendas que povoam o imaginário popular)
Por: Neca Machado – Pesquisadora da cultura tucuju
domingo, 21 de julho de 2019
CUTITE, TAMARINDO E MUCAJÁ...
CRONICAS DA NECA MACHADO- 2019
“CRONICA – AS ARVORES DA MINHA INFANCIA”
(Neca Machado)
BIOGRAFIA
Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada em 2016 na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs, classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 24 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017,2018 e 2019. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra, “A vida em Poesia 3” lançada em Lisboa em 14.09.2018, coautora na obra “ Tributo ao Sertão, lançamento em Zurique- Suiça-2018, coautora na obra “Além, da Terra, além, do Céu” lançamento em São Paulo em 06.10.2018- Editora Chiado-Pt, Co autora na obra internacional“As Cartas que não escrevi” lançamento em Genebra em 01.05.2019-Editora Helvetia. Co autora na obra lusófona “POEM’ART” lançamento em Portugal-Porto, 18.05.2019, co autora na obra lusa LIBERDADE, lançamento em São Paulo em 23.06.2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)
“CRONICA – AS ARVORES DA MINHA INFANCIA”
Existem memorias olfativas, memórias singulares, saudades, nostalgias..., e um dia escutei: “O passado nos aprisiona...”
Talvez!
Mas, as lembranças, boas lembranças, estas sim, nos aprisionam em um lugar especial.
Nasci no bairro do Laguinho, coração da cidade de Macapá, no extremo norte do Brasil, um lugar que conservava aconchego, hospitalidade, serenidade de seus Pioneiros e de sua gente simplória.
E na subida da ladeira da Rua São José esquina com a antiga Nações Unidas, em frente à casa de Tia Geralda dos Prazeres, havia uma preciosidade “UMAARVORE DE CUTITE”
SIM, CUTITE, uma bela de uma fruta singular, com casca fina, madura era amarelada, com um sabor inigualável.
Já quase meio século, nunca mais comi CUTITE, nem sei se existem arvores nas redondezas, mas, essa arvore, nunca saiu da minha memória.
(O Cutitezeiro, conhecido como Tuturubá, tem origem na Amazônia, com copa frondosa, chegando a ultrapassar mais de 20 metros de altura, tem tronco cilíndrico, com cor cinza, com flores pequenas creme esverdeadas, seu fruto tem polpa massenta como a gema de um ovo, sabor adocicado, aroma forte, possui látex.)
Os frutos desejados por muitas crianças da redondeza, tinham o ciúme da proprietária, e era preciso ter paciência para apanha-los no chão porque muitos ainda verdes, produziam um leite (látex) que grudava nas mãos.
O tempo passou, o bairro cresceu, a arvore deu lugar a uma calçada, e as pessoas tradicionais foram desaparecendo como por encanto, e suas memórias, muitas delas, sequer guardadas ou preservadas para que as futuras gerações conhecessem.
Mas, EU nunca esqueci daquele sabor de infância.
Outra arvore que lembro com afeto era o pé de Tamarindo da esquina da Rua Raimundo Alvares da Costa com a Odilardo Silva. Um pé de uma arvore que não existia no Amapá, e deparei um dia com um fruto caído no chão, de cor marrom, e quando coloquei na boca, e senti a acidez, mas, gostei daquele sabor. (Um amigo meu que era engenheiro paulista, me escreveu um dia do exterior: “o gosto da fruta ao longe, me lembra o sabor da Terra”...)
Assim, são as lembranças boas, se eternizam na memória.
Na Europa sempre encontro tamarindo, e gosto de um belo suco gelado.
E outra arvore que lembro com saudade, é o pé de Mucajá.
Contavam tanta estória sobre a fruta, que gosto de sorrir ao lembrar, muitos pioneiros usavam recursos para tirar a “baba” do Mucajá, e colocar em mingau, mas, o que realmente era saboroso, era se debruçar sobre o fruto maduro, que tinha um cheiro singular, forte, inebriante, e ficar horas “lambendo” o caroço.
Não existem mais Pés de Mucajá, a lembrança hoje nem é tão boa, porque o fruto desapareceu, no Poço do Mato do Laguinho, no entorno do Lago, havia muitos pés de mucajá.
MAS, HOJE SÃO SOMENTE LEMBRANÇAS.
Na Europa existem tantas frutas, que não nos deixam morrer de saudade, mas, as da Amazônia, são únicas no mundo.
sábado, 20 de julho de 2019
PESQUISAS
LIVRO DIGITAL - "MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS" LEMBRANÇAS AMARGAS
CRÔNICAS DA NECA MACHADO
LIVRO DIGITAL
By - (Neca Machado)
BIOGRAFIA
Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada em 2016 na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs, classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 24 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017,2018 e 2019. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra, “A vida em Poesia 3” lançada em Lisboa em 14.09.2018, coautora na obra “ Tributo ao Sertão, lançamento em Zurique- Suiça-2018, coautora na obra “Além, da Terra, além, do Céu” lançamento em São Paulo em 06.10.2018- Editora Chiado-Pt, Co autora na obra internacional“As Cartas que não escrevi” lançamento em Genebra em 01.05.2019-Editora Helvetia. Co autora na obra lusófona “POEM’ART” lançamento em Portugal-Porto, 18.05.2019, co autora na obra lusa LIBERDADE, lançamento em São Paulo em 23.06.2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)
“A CACETEIRA VIROU PIRIGUETE”
*AS “CACETEIRAS” DA DECADA DE 70, VIRARAM: PROSTITUTAS, GAROTAS DE PROGRAMA E PIRIGUETES...”
Sentada na velha mesa surrada pelo tempo, na lateral do Salão, escutando Waldick Soriano:
Vestida de Branco
Waldick Soriano
Peço a Deus que seja logo
O nosso juramento
Peço a Deus que seja logo
O nosso casamento
Quero ver-te na capela
Toda vestida de branco
Carregar-te nos meus braços
É o que eu desejo tanto...
O nosso juramento
Peço a Deus que seja logo
O nosso casamento
Quero ver-te na capela
Toda vestida de branco
Carregar-te nos meus braços
É o que eu desejo tanto...
Ela até sonhava alto, pensava entre seus delírios, casar, vestida de branco, noutros devaneios, pensava em ir para Caiena de vez, talvez lá a vida fosse melhor? Algumas vezes caminhava entre os velhos bordeis da outrora Macapá, conhecia de “có” os melhores, Hally Galy, Juçarão, Suerda, Sede do Campo do América, etc...
E amava outra canção do Rei dos bordeis: “Nem que eu morra de saudade, vou sumir deste lugar........
Eu também existo, eu também SOU GENTE, eu também mereço encontrar um alguém para amar.....”
E viajava!
E a velha CACETEIRA, envelheceu, adoeceu, pegou tanta doença venérea que nem sabia mais se estava viva, tinha tanto “esquentamento”, disse a uma ex colega da vida...
Tinha tanta saudade do Hospital Geral onde fazia exames de rotina, e ia no Deneru ( )
E agora? Ia morrer à mingua porque nem plano de saúde tinha, nem conseguia mais andar para marcar uma consulta, escutou que havia briga nos postos de saúde e que as pessoas dormiam por lá para conseguir marcação, e nem tem uma pensão, ainda pensava em ir no INPS, mas alguém lhe disse que nem existia mais INPS, agora era INSS, o que? Resmungou ela sem entender.
E como lembrança ainda guardava alguns discos de vinil.
Mas nem tem mais como reproduzir, disse lhe alguém,
E ela resmungou: vou procurar por aí uma velha vitrola, talvez alguém tenha guardado, eu gostava tanto daquela música, lembra?
E as lembranças vieram à tona:
Lembra do Delegado?
Ele sim, era homem de verdade, as vezes eu só queria ser presa, ainda sorriu, entre uns caquinhos de dentes. Ele às vezes até me prendia, repetiu entre um sorriso amarelo, e me deixava sempre uma Rosa vermelha de presente, ele sim, tenho saudades. Já morreu!
E existiam tantas casas de prazer na velha Macapá, muitas COLORIDAS, tinha até uma Amarela, lembra?
AS CACETEIRAS VIRAM PIRIGUETES
Século vinte, vinte e um...
Nem existe mais CACETEIRAS por aí, SERÁ ( )
Viraram PIRIGUETES, GAROTAS DE PROGRAMAS, e os programas nem são de lazer, são de prazer e negócios. Muitas são de Luxo, querem apartamentos, roupas de marcas, viagens internacionais, sapatos de sola vermelha..., tornam-se amantes de autoridades, e eles ficam em suas mãos, porque se as DAMASsabem ( ) Hum, vai pegar fogo em casa, e ainda levam pra casa doenças terríveis as suas esposas, como hepatites, e em alguns casos AIDS....
E as velhas CACETEIRAS, só queriam uns panos (cortes de fazendas) de cetim, perfumes trazidos de Caiena, batons vermelhos...
E tinha até preço, uma era conhecida como cinco mil, não sei se valorização demais para a época.
AGORA, elas vão até por 50 reais…Repetiu a velha CACETEIRA.
E ainda completou: escutei um dia desses um “apelido” que me arrepiou: chamaram uma vadia de 50 centavos, pode?
Sei lá, disse a colega.
E a VELHA CACETEIRA, não gostou do nome PIRIGUETE!
sexta-feira, 19 de julho de 2019
CRONICAS
CRÔNICAS DA NECA MACHADO, NO MUNDO
DESAPEGANDO DE LIXOS...
(CRONICA)
BIOGRAFIA
Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas, premiada em 2016 com classificação na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, Concurso Urbs, classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 24 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)
DESAPEGANDO DE LIXOS...
Meio século depois é que realmente consegui perceber o quanto de LIXOacumulamos na vida.
Gosto de observar, de escutar, de refletir...
E diante de uma afirmação de uma Pioneira, quase centenária, comecei a tecer minhas conclusões de como o LIXO é realmente inservível em nossas vidas, quando não damos a ele o destino correto. Muitos ainda servem para serem reciclados, outros, nem para húmus servirão, serão apenas resíduos que contaminarão o solo ou o ar, e até como LIXO são prejuízos, tanto ao meio ambiente como espiritualmente, muitos LIXOS HUMANOS, segundo conceitos de alguns, ( ) vagarão sem rumo até voltarem de novo para aliviarem seus sofrimentos...
· A Pioneira entre suas rugas que o tempo lhe trouxe, me fez refletir sobre acidadania que tanto exerceu como profissional da área medica, foi integra, correta durante sua vida laboral, ajudou tanta gente, amenizou o sofrimento de tantos pacientes, muitos até abandonados à própria sorte, e entre quase uma lagrima furtiva que teimava em querer cair, vi seus olhos marejarem e cheia de sabedoria exclamou: “Hoje sou LIXO para o serviço público”, sem plano de saúde, tenho que mendigar atendimento e buscar amenizar minhas dores.
· E lá estava o LIXO de novo a pairar sobre mim; LIXO humano (?)
· E lembro de outro caso de LIXO que observei.
· Recebi a notícia do falecimento de uma conhecida e decidi visitar a família para me solidarizar com a dor da sua perda, e qual foi meu espanto ao penetrar na entrada de sua residência: lá estavam seus objetos que ela tanto ACUMULOUdurante sua vida, feitos LIXO para serem selecionados; alguns seriam doados, outros queimados. E meu coração se apertou; imaginei sua revolta em vida com seus “ACUMULOS” de LIXO sendo descartados sem nenhum critério ao OUTRO, porque só a ela tinham interesse.
· A vida é assim: ACUMULAMOS MUITAS VEZES PURO LIXO. Que precisamos em outra hora nos desapegarmos deles.
· E voltei de novo a pensar sobre a AMIZADE LIXO: como radialista observei muitas vezes determinado cidadão ( ) perambular por uma emissora para falar “suas baboseiras” como cansei de escutar nos corredores: uns diziam: lá vem ele falar suas baboseiras....E ao encontra-lo em um determinado local por acaso, lhe perguntei: (sabe aquela figura que você ia lá? Tá presa por corrupção, e questione: Você não vai visita-lo? Era seu amigo. E ele quase de maneira agressiva, abriu um olhar profundo e me disse: EU NÃO, não tenho nada a ver com isso, ele que pague pelo que fez...) E Eu, quase cai morta, eram “amigos” E aí, observei e tirei minhas conclusões: AMIZADE LIXO, foi descartada quando o outro não podia mais servi-lo.
· E assim, tento LIMPAR MINHAS GAVETAS DO TEMPO, DE TANTO LIXO que acumulei.
· Inservíveis, muitos a NADA.
· Foram tantos livros... Alguns até me deram algum conhecimento.... Tentei vende-los, em vão.
· Nem houve interesse de alguém, e olha, que muitos estão autografados e seus autores MORTOS.
· Tantos jornais que guardei, escrevi milhares de artigos diversos como jornalista colaboradora, e ainda tenho DRT-AP, diferente de muitos LIXOS que não conseguiram sequer ir à universidade e se intitulam “jornalistas”, para nada, vou tentar digitaliza-los e guardar algumas notícias em meus blogs, talvez servirão a algum estudante quando eu morrer.
· Tantos sapatos, muitos jogados ao LIXO porque perderam valor, perderam qualidade e só davam nos meus pés, e hoje só quero um confortável para caminhar, (percebi isso na primeira viagem internacional que fiz, decidi ir com um sapato de salto alto e quando cheguei no aeroporto de Nova Zelândia só queria uma sandália “havaiana” e não encontrei, a que encontrei era a peso de dólar, e não era americano, era australiano.
· E hoje viajo com um tênis confortável, porque muitos aeroportos internacionais passam de 40 portões e muitas vezes tem que se andar quase 30 minutos para chegar ao portão de embarque.
· Objetos que comprei por impulso, são LIXOS.
· Quase na porta da aposentadoria, tento me desfazer de muita coisa que tenho, mas, para muitos, SÃO LIXO.
· Desejei tanto ao longo de mais de duas décadas no serviço público, voltar atrás e mudar muita coisa, e NÃO COMPRARIA LIXO.
· Deveria ter comprado um grama de ouro a cada mês, me disse alguém mais sensato.
· E seria sensato sim, teria algum lucro, quando precisasse “vender” para as necessidades.
· E não comprei.
· E volto a lembrar de uma crítica a um determinado cidadão “arrogante” que escutei no banco: (um dizia ao vê-lo passar: lembra desse aí? Não fez um concurso público, vivia de nariz empinado numa certa emissora, e um dia deram lhe um chute na bunda e agora anda por ai atrás de patrocínio para tentar vender umas merdas que produz...)
· E eu respondi: É A VIDA! Não planejou seu futuro, vai sofrer as consequências, serviço público ainda para muitos tem estabilidade senão fizer besteiras.
· E o outro retrucou: LIXO.
· E eu sorri, e pensei, um belo tema para uma crônica urbana.
· Muitas vezes perdemos tempo com LIXO:
· Lixo mental, lixo espiritual, lixo material, lixo humano...
E precisamos “realmente” DESAPEGAR DE LIXOS, eles não vão em caixão.
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