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domingo, 14 de maio de 2023
quarta-feira, 10 de maio de 2023
sexta-feira, 21 de abril de 2023
quinta-feira, 23 de março de 2023
COIMBRA IN POESIA
POESIA DA NECA MACHADO / VENTO
SOMOS COMO O VENTO
By: Neca Machado
Somos como o vento,
Passageiros de um tempo,
A espera das transformações,
Somos como o vento,
Inclusos, em uma estação do tempo.
Que corre, acelera,
para, destrói, alivia, emociona.
Somo como o vento
A deixarmos pegadas de nossa passagem no tempo
No espaço, na rua, na casa, no corpo….
E nem percebemos o tempo
Tao nobre, senhor de nossas horas,
E quando abrimos os olhos,
E que percebemos a força do vento,
Devastador, destruidor de sonhos, de almas, de células….
Mas, este vento tão temido
Também é sinônimo de coragem
Nos impulsiona a andar, correr, a voar…
Nos dá asas, para seguirmos sua trilha,
Descobrindo sabores, odores, amores, cores…
Somos como o vento
Passagem, com tempo de validade,
Com transformações, com mutações…
Então…
Precisamos aprender a ser VENTOS,
Antes de uma nova tempestade,
Antes de desaparecermos no horizonte da vida,
Antes de sermos somente legados,
Antes de sermos somente memorias,
Antes de sermos somente lembranças.
Seja um Vento
Arrebatador de sonhos
De destruição de medos,
Seja um vento que não tem caminhos nem rumos,
Seja um vento de esperança
Semeando a fé.
Lavando o medo,
Trazendo a alegria,
E nos tornando MELHORES,
Como a passagem do vento,
Porque somos como o vento.
SOMOS COMO O VENTO
PASSAGEIROS.
sábado, 18 de março de 2023
CABOCA COM ORGULHO, BY NECA MACHADO
CABOCOS
By: Neca Machado
CABOCOS...
Cabocos são cabocos...
Nortistas, assanhados,
Sorridentes, acanhados...
Gostam de chuvas e de sol,
Gostam de banho de rio
E de lama
Gostam de assombração
De feitiço
De mãe d’agua, de pimenta
De farinha que arrebenta
De tucupi, de açaí puro
De bacaba, de limão
De peixe assado na brasa,
Tucunaré, mantrichao,
Camarão no bafo,
Perfume forte
Cheiro de mato,
Banho de rio,
Bacuri, abiu...
De muito filhos,
De namoradas em muitos portos,
De rio tempestuoso
De farinha baguda e fina,
De tucupi, tacaca, maniçoba, jambu brabo...
De pupunha gordurosa,
De tamuatá, tucunaré, pirarucu...
Caboco tem fé,
Vai a procissão, faz romaria
Acredita em santo, pai de santo, pajé...
E até São Jose...
Caboco é caboco
Pé rapado, e doutor
Puta e dama,
Tanto faz,
Caboco tem superstição
Nem olha pra trás,
Caboco não
tem medo
Meu rapaz.
Caboco diz mentiras e verdades
Sem pestanejar,
Caboco é de acreditar,
Em papai Noel, curupira e político ladrão...
Caboco é família e irmão.
Caboco é caboco...
Ousado e atrevido
Tem linguajar popular
Tem coragem, corre risco, vai a lutar sem temer,
Gosta de música alta
De brega, de tecno, de Calypso, popular...
De cachaca, de duelo, de cerveja, ate cair,
Caboco não chora se, se ferir…
Gosta de abicorar,
Gosta de contar potoca.
Gosta de contar vantagem ao pescar,
Enfrenta onça sem medo,
Caboco é caboco. Senhor,
Com orgulho até na alma, seu doutor,
Caboco dança sirimbo, siria e marabaixo
Caboco não olha pra baixo
Caboco não se curva como vara verde
Enfrenta tempestade e tsunami
Sem medo nem arrepio.
CABOCO É CABOCO, VIU.
